Os principais projetos desenvolvidos na região foram apresentados no 1º Encontro COP Portos Sustentáveis (Cláudio Neves/Portos do Paraná) A região do entorno do Porto de Paranaguá, no Paraná, reúne comunidades insulares que são assistidas por meio de ações socioambientais. Além de incentivarem atividades que beneficiam famílias em situação de vulnerabilidade e estudantes de escolas públicas, empresas que operam no complexo portuário também investem em infraestrutura com tecnologia de ponta e de baixo carbono. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Os principais projetos desenvolvidos na região foram apresentados por representantes da Portos do Paraná, que administra Paranaguá e Antonina, e de empresas privadas arrendatárias, ao longo de quatro palestras realizadas no 1º Encontro COP Portos Sustentáveis. Ângela explicou descarbonização (Cláudio Neves/Portos do Paraná) A Portos do Paraná é a única empresa portuária do mundo a participar cinco vezes seguidas da Conferência do Clima, a convite da Organização das Nações Unidas (ONU). A primeira palestra foi ministrada pelo gerente de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Thales Schawnka, que apresentou os projetos socioambientais realizados pelos portos paranaenses. Em 2024, a empresa pública investiu R\$ 35 milhões em programas de meio ambiente e ações socioambientais. Do total, aproximadamente R\$ 20 milhões foram aplicados diretamente em prol das comunidades do litoral paranaense. Sobre a agenda sustentável do porto, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, ressaltou que, pela sexta vez consecutiva, a empresa apresentará “um trabalho de vanguarda e que a ONU reconhece como excelência no setor portuário do planeta”. Gabriella: meta é reduzir emissões (Cláudio Neves/Portos do Paraná) Empresas privadas A coordenadora de ESG da Rocha Terminais Portuários e Logística, Larissa Guimarães, e a analista de sustentabilidade, Maitê Carlim, apresentaram projetos inovadores, com destaque para o sistema Start-Stop. “Implementamos o mesmo sistema utilizado na indústria automotiva, que coloca o carro parado em modo stand-by, economizando combustível. Implementamos o mesmo princípio nos guindastes da nossa operação”, explicou Maitê. Eliane citou ações socioambientais (Cláudio Neves/Portos do Paraná) Em seguida, as coordenadoras da Cattalini Terminais Marítimos, Ângela Cristina Bahry e Gabriella Rodrigues da Silva, apresentaram o plano de descarbonização e o inventário de gases de efeito estufa, além das boas práticas na parte social, de governança e de meio ambiente da empresa. “Conseguimos reduzir, entre os anos de 2023 e 2024, 17% do índice que correlaciona as emissões do escopo 1 com a movimentação de líquidos, que hoje representa 95% das emissões de carbono na operação da Cattalini”, pontuou Gabriella. A coordenadora de Meio Ambiente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Eliane Oliveira, comentou sobre as principais ações dentre os 60 projetos socioambientais aplicados pela empresa. Um deles é o projeto Troca Solidária, que atua há dez anos no litoral paranaense e atende centenas de famílias que trocam materiais recicláveis por produtos alimentícios, de higiene e limpeza em um mercado flutuante. Ela também destacou outras iniciativas sustentáveis como “o plano de descarbonização do terminal, entre eles a eletrificação dos três guindastes RTGs dedicados à ferrovia”. Complexo apresenta projetos ambientais A Portos do Paraná realizou um projeto de esgotamento sanitário ecológico junto às comunidades insulares e o programa de recuperação de áreas degradadas para as famílias que residem na Serra do Mar. Os projetos foram apresentados pela estatal portuária durante o 1º Encontro COP Portos Sustentáveis, nesta terça-feira. “É um orgulho para nós que o Grupo Tribuna tenha escolhido Paranaguá para inaugurar esse tipo de evento. Serão três encontros prévios à COP30, o primeiro aqui, depois seguimos para Suape (PE) e terminamos em Santos”, afirmou o anfitrião e diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva. Maitê destacou projetos da Rocha (Cláudio Neves/Portos do Paraná) “O COP Portos Sustentáveis é onde o setor portuário tem a oportunidade de propor melhores soluções e melhores práticas para quem sabe a gente consiga contribuir”, salientou. “Dentro desse ambiente de transição energética, sustentabilidade, que todos os terminais portuários têm adotado boas práticas, é o momento de a gente contribuir com essas pautas para quem sabe conseguirmos alterar processos, evoluir numa burocracia em processos cada vez mais rápidos, mas também seguros em termos sustentáveis em termos ambientais”, comentou. Larissa ressaltou a inovação (Cláudio Neves/Portos do Paraná) Garcia ressaltou que a Portos do Paraná participará da sexta edição consecutiva da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima neste ano. “Não à toa, nos últimos cinco anos da COP, nós fomos convidados para apresentar as nossas melhores práticas”. “As pessoas, por vezes, pensam que só podemos avançar em infraestrutura se criarmos alguma condição negativa para o nosso meio-ambiente. Nós comprovamos o contrário. É possível avançarmos e chegarmos a uma estrutura cada vez melhor, respeitando e atendendo às melhores práticas ambientais no mundo”, afirmou.